sexta-feira, 22 de julho de 2016

Amigos amigos e negócios à parte. Qual a medida ideal?

Como diz o título, é um jargão muito proveitoso e funciona sim. Saber separar os dois termos sempre será proveitoso.

A amizade sempre pode e deve interferir para facilitar a resolver os problemas de ambas as partes quando o assunto é de trato profissional. O amigo contratante não deve tirar vantagens desrespeitando o profissionalismo de seu amigo contratado. E o amigo contratado não deve se anular profissionalmente por conta de uma amizade.

O respeito de ambos é a palavra chave e a consideração da amizade pode ser um mediador.

Essa forma de contratação expõe as fragilidades de ambas as partes principalmente quando o amigo contratado percebe que seu amigo contratante não segue suas orientações, suas dicas e as facilitações dadas para louvar o resultado do trabalho. Afinal de contas você é o profissional!

Nestas situações acabamos por medir o tamanho daquilo que serviu como mediador das facilidades: a amizade.

Se deu certo, e falo por experiência própria, você quase sempre nunca será lembrado como o responsável daquilo por conta da tamanha vaidade de seu amigo contratante.

Mas lhe garanto que se der errado, seu nome ecoará aos quatro cantos como profissional incompetente ou mesmo irresponsável e sem talento. E ainda terá o desprazer de ouvir, quando se fala na sua frente, que seria melhor ter contratado um "profissional de verdade".

Ainda há o detalhe de que, se negar o serviço exatamente por ser amigo, acabará por ser chamado de "arrogante" ou mesmo de "metido" e "dono da verdade".

Bom, penso que se eu sou o profissional, realmente sou qualificado para ser o dono da verdade daquilo que se está contratando e eu oferecendo... e isso é apenas responsabilidade profissional! Literalmente desrespeitado por seu amigo contratante!

Ainda pode piorar quando o seu "amigo" contratante acha que não precisa pagar por seu trabalho, mesmo que você tenha feito valores bem abaixo do mercado, por conta de sua suposta amizade. Ainda mais sabendo ele que você vive e sobrevive exatamente daquilo que você vende: seu trabalho. Isso não é um favor.


E fica a pergunta: será mesmo que seu contratante era seu "amigo"?

Digo que já tive prazeres profissionas exatamente por ser amigo. Algumas vezes ganhei bem mais do que ofertei por conta do reconhecimento de meu trabalho. Pode soar como gorjeta, mas vejo ao contrário. Estes amigos que possuem melhor situação ao lhe fornecerem mais do que o cobrado e que às vezes supera até o mercado de trabalho, soube te reconhecer profissionalmente, te deu o valor que tem e a amizade apenas se comprova. Não significa que "pagar a mais" seja a medida do contrato, mas sim que suficiente será honrar, ao mínimo, o que ambas as partes acordaram; mesmo que de graça.

Sejam eles amigos ou não.

Fica a dica de quem experimentou todas as possibilidades neste caminho.

Amigos são amigos e negócios ficam à parte.
Use sua amizade para fazer um belo negócio e satisfazer a ambas as partes.
#ficaadica