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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Relatos e Fatos... Falsa Identidade Cigana - parte I

Nas idas e vindas de vários encontros selecionados sobre a etnia cigana, encontrei novamente a escritora Cristina da Costa Pereira que me disse ter um artigo publicado na França numa revista especializada sobre o assunto. Ela me cedeu uma cópia da matéria publicada na revista Études Tsigane, trimestral e de número 51, situado a pp. 48-63, de 2012. O tema desta edição é "Os Ciganos na América do Sul" e o artigo se chama "Fausse identité gitane: un cas brésilien" (Falsa Identidade Cigana:um caso brasileiro). Este artigo foi escrito em parceria com Antonio Guerreiro de Faria.

O artigo me foi entregue em francês e fui em busca de alguém que pudesse traduzi-lo para compreensão do texto. Em contato com amigos internautas, encontrei Andrea Stoppe, que agencia anualmente viagens a Camargue, sul da França, e pediu a uma de suas clientes, Eunice Pissolato, que o fez informalmente e depois pedi que o mesmo fosse revisado pelos autores.

Dividirei em duas partes por ser um pouco longo para figurar num blog.
Todas as fotos e ilustrações foram encontradas na internet.
Segue então, a primeira delas.

Falsa identidade cigana: um caso brasileiro

Antonio Guerreiro de Faria e Cristina da Costa Pereira,
respectivamente vice-presidente e primeira-secretária do
Centro de Estudos Ciganos, de 1986 a 1993.


Cristina da Costa Pereira
O sincretismo, a integração de diferentes elementos culturais em uma síntese, é uma característica permanente do processo cultural brasileiro, uma das marcas mais visíveis desse sincretismo se refletindo na imensa mistura de raças e de culturas que compõem o Brasil. Um tal processo, já visível na Europa, é moeda corrente na mistura étnica que caracteriza este país. Se há uma mistura racial, há um inegável sincretismo religioso nas trocas culturais estabelecidas entre negros de diferentes procedências que criaram um candomblé claramente diferente daquele que existe em terra africana. Por outro lado, as trocas, em terra americana, entre culturas africanas diferentes produziram um sincretismo religioso entre culturas da África, da Europa e da América, largamente descritas por aqueles que estudam a Umbanda1. Mas o Brasil não vive somente de sincretismo religioso. Os sincretismos que se produzem entre culturas de muitas regiões, Nordeste/Sudeste – nos dois sentidos – são comuns e refletem as ondas migratórias que se desenvolvem durante os períodos de escassez nas regiões afetadas pela seca no Nordeste.
Uma dessas manifestações sincréticas está ligada à adoção de valores, crenças, símbolos e signos os mais variados, pertencendo – de forma real ou imaginária - à cultura cigana. É o assunto principal desta artigo, que aborda um fenômeno conhecido, mas ausente dos debates e tendo recentemente acontecido, sobre os ciganos no Brasil. Nós dizemos debates recentemente acontecidos, pois foi durante o mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que aconteceram as discussões para o estabelecimento de uma representação cigana na Secretaria dos Direitos Humanos.

Os ciganos no imaginário brasileiro

Parece-nos que, além do fato de ser nômade ou sedentária, a comunidade de Ciganos brasileiros, em sua grande maioria, assume para os não ciganos uma dimensão mágica, que se afasta dos estereótipos existentes na Europa. A boa aventura, drabarimos ou drabaripen (romani) ou ainda drabe ou draba (calom), pode ser a principal responsável dessa dimensão mágica estereotipada. As figuras da leitora de mãos perambulante ou da vidente sedentária, que predizem o futuro e fazem “trabalhos de magia” rápidos e caros, mas com resultados garantidos abundam nos anúncios de jornais ou em painéis publicitários nas cidades brasileiras. As saias e blusas coloridas, mas também as indefectíveis sandálias havaianas permitem identificar facilmente a mulher cigana. Curiosamente, a figura do Cigano é associada aos antigos modelos europeus, com o brinco na orelha, cabelos longos, o diklo cherro (lenço de cabeça), a camisa de seda colorida com mangas bufantes à moda húngara ou romena, cinto largo e botas, uma vestimenta carnavalesca e quente para os trópicos e que não corresponde de modo algum à realidade atual das bermudas longas e largas, camisetas e sandálias havaianas. Ainda que os ciganos nas carroças puxadas por cavalos tenham desaparecido, o próprio governo brasileiro veiculou o estereótipo na edição de um Manual dos Direitos Ciganos, em cuja capa se vê Ciganos em uma carroça puxadas por cavalos, como aquelas utilizadas pelos antigos Ciganos ingleses, mas também pelos não-ciganos tinkers, desconhecidos aqui. Baseando-se em sinais emprestados da Europa, o governo brasileiro instituiu por decreto, o dia 24 de maio (dia da celebração, em Saintes-Maries de la Mer, na Camargue, da chegada das três Marias e de sua escrava Sara Kali, a “Santa Sara”) como dia dos Ciganos2. Nesse Manual existe uma representação de Santa Sara apresentada como a “padroeira dos Ciganos”, embora ela estivesse praticamente ausente da tradição cigana no Brasil há duas décadas. Podemos então notar que os organismos governamentais, a despeito de suas boas intenções, não possuem nenhum conhecimento adequado sobre os ciganos, desconhecem suas tradições, línguas e hábitos. Os estereótipos reduzem a diversidade de um povo a alguns sinais redutores. É com alguns sinais já evocados – costumes, nomadismo, fogos e carroças – que a imagem do Cigano foi construída no Brasil. Um outro sinal mítico seria o violino cigano, reenviando a uma profissão existente e reconhecida na Europa, mas não no Brasil.
Uma vez enquadrado e pré-julgado, só resta aos ciganos a mesma relação de fascinação e temor já manifestada em relação à etnia em outras partes do globo. Além da afirmação de Heider3, observando que “o estranho provoca resistência estética ou intelectual, pois ele não corresponde às nossas expectativas”, é ainda possível, com Moreira Leite4, observar a atração exercida pela detecção do oposto, sublinhando que:
-- na reação negativa ao estranho, é quase sempre possível descobrir um sentimento positivo de curiosidade, geralmente escondido sob a reação negativa fundamental. Além disso, atribuímos ao grupo estranho, além das características negativas, alguns traços sobrehumanos ou fantásticos: mesmo submetidos ao pré-julgamento, o estranho é muitas vezes descrito como possuidor de alguma força extraordinária, uma habilidade além do comum.”
Antonio Guerreiro de Faria
Prosseguindo sobre os traços das causas da atração que exerce a figura dos ciganos no imaginário brasileiro, deve-se notar a existência da xenofobia e da xenofilia, seu contrário. Sempre segundo Moreira Leite5, a xenofilia é “a tendência a desprezar seu grupo e suas normas, ao mesmo tempo em que afirma a superioridade do grupo estranho”.
Durante os anos 1980, houve a eclosão dos balés flamencos, nos quais os dançarinos se diziam descendentes dos Ciganos espanhóis, quando sabemos que no Brasil, encontramos os Calons portugueses ou descendentes de Ciganos portugueses, mas que os Calés (Ciganos espanhóis) são raros como grupos representativos. Os dançarinos inventavam nomes, sobrenomes e até adicionavam aos seus espetáculos danças e músicas de artistas que se diziam “Ciganos” do grupo rom (Ciganos não-ibéricos), com um outro tipo de costume, um outro tipo de instrumentos e de canções, numa mistura artística estranha. No caso dos falsos Ciganos dançarinos, músicos, leitores de mãos (quiromantes) e videntes, podemos claramente dizer que há uma fraude oportunista. A falsificação representa uma espécie de valorização do currículo profissional, para alguém que era unicamente um elemento em busca de status e reconhecimento. Afirmar-se como Cigano em determinados meios, dava a quem se declarava assim, distinção e coerência com a atividade exercida.
No Brasil, particularmente nos centros urbanos mais desenvolvidos, busca-se na falsificação da identidade um aumento de status e um desenvolvimento da própria identidade, instável, ao contrário da Europa, onde é praticamente impensável que alguém se declare como Cigano em busca de status ou de valorização pessoal. Não afirmamos com isso que não exista rejeição aos Ciganos no Brasil, mas que aqui, ser Cigano, e especialmente nos centros urbanos, não representa uma ameaça para aquele que se afirma como tal. Em muitos meios, isso constitui até um elemento promocional, longe de representar uma desclassificação de identidade pessoal, mas sobretudo um elemento de distinção, na maior parte do tempo mais positivo que negativo.
Os não Ciganos que se dizem Ciganos desconhecem certamente a religiosidade, a organização social, os valores, os hábitos, as línguas e as instituições ciganas, tendo a respeito de todas essas coisas somente uma vaga idéia tirada da literatura, do cinema e, mais recentemente, das pesquisas em sites da internet.
Nós vemos aparecer, então, um “povo cigano” que só existe na fantasia dos imitadores, cujo imaginário, a percepção, o gestual, o comportamento e os códigos se revelam imitações da etnia cigana.

Umbanda e Ciganos estereotipados

O sincretismo místico-religioso desenvolvido no Brasil com os sinais pertencentes a esta construção estereotipada dos ciganos possui algumas raízes facilmente recuperáveis. Uma dentre elas data dos anos 1970, quando surge, em muitos centros de Umbanda no Rio de Janeiro e, em seguida em todo o Brasil, a denominada “falange cigana”6. Se antes, na Umbanda, se encontrava manifestações de “pretos velhos” e de “caboclos”, clara alusão aos elementos africanos e indígenas desse culto, agora são os ciganos que são chamados “entidades”. A esse respeito, o professor de iorubá, escritor e pesquisador especialista em religiões afro-brasileiras, José Beniste, afirma:
Eu conheci a iyalorixá de Umbanda Arlete Motta (1945-2003) em 1965. Sua história nos diz que desde a idade de 7 anos ela recebia manifestações de entidades espirituais e, aos 12 anos, ela abriu seu próprio templo, primeiramente no bairro de Vila Isabel e, em seguida, no bairro de Lins de Vasconcelos, na Rua D. Francisca 184. Desde sua infância ela recebia uma entidade que se chamava Pombagira Cigana, uma forma sutil para a época, tendo o objetivo de atenuar o medo, ou mesmo o despeito que a sociedade nutria em relação aos ciganos.
Mais tarde, a entidade se definiu como a Cigana Carmencita, nativa da Espanha e que se comunicava com as pessoas com uma mistura de espanhol e português. Ela lia a mão das pessoas e cantava, sempre para um público bem numeroso.

Eu vinha andando a pé
Para ver se eu encontrava
Minha Cigana de fé

Essa forma de dissimulação, escondendo-se atrás da entidade Pombagira, teria sido a conduta de outros médiuns também, que mais tarde eliminaram essa palavra e se definiram com os seus nomes de origem cigana e rituais específicos. Esse foi o grande papel da Umbanda junto à sociedade. Integrando em seu universo os personagens agredidos e que sofriam violência, como forma de recompor a real biografia daqueles que construíram a história brasileira (Beniste, 2011).

Entre os médiuns que encarnavam entidades ciganas, há aqueles que, por sua ligação com essas entidades, afirmam algum parentesco carnal ou espiritual, proclamando-se descendentes de Ciganos, de uma maneira ou de outra. Estes últimos se intitulam membros de “tribos cósmicas ciganas”. Assim, a aparição de pretensos – e evidentemente falsos – líderes ciganos é comum, assim como a realização de “rituais ciganos de batismo e de casamento”, numa clara atitude de charlatanismo, que não tem mais nenhuma relação com a Umbanda. Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, há um jornal mensal intitulado “Povo Cigano”, no qual não há nenhum Cigano e cujas páginas são cegamente ocupadas pelos anúncios de certas mercadorias (bijuterias, vasos, costumes, shows, vidência e quiromancia). Da mesma forma, entre os grupos esotéricos, o culto ou a referencia aos “Ciganos espirituais” tornaram-se comuns, durante festas realizadas de preferência em espaços abertos (jardins ou pátios) com fogueiras e em noites de lua cheia.
A partir dos anos 1980, a quantidade de videntes e quiromantes que se dizem Ciganos sem o ser, aumenta. Ao contrário dos Ciganos, que liam as linhas da mão em praças públicas e nas ruas de todo o Brasil, os falsos Ciganos exercem seu ofício unicamente em suas casas ou em espaços alugados para essa finalidade.
Entretanto, com relação à Umbanda, foi possível obter, num site denominado “Povo de Aruanda”, site umbandista, a existência de 29 entidades femininas, 16 masculinas e ainda 9 Pombagiras ciganas.
Uma dessas entidades consiste na assimilação, pelos círculos umbandistas, da figura emblemática de Mamiori , palavra que significa avó. Sobre a personagem, Matt Salo nos diz:
Uma velha com aparência de feiticeira, chamada “mamiori le vesheski ”, a vovó das florestas, que atua como guardiã dos assuntos domésticos. Por exemplo, não se deve deixar os utensílios sem lavar de um dia para o outro, porque vovó virá e os jogará sobre as pessoas. Um certo tipo de musgo encontrado próximo das árvores depois das chuvas, é descrito como o vômito da feiticeira. As mulheres o recolhem e o utilizam no preparo de um amuleto (baiero) colocado no pescoço de uma criança para afastar os maus espíritos e as doenças (Salo, pág. 646).
Em certos grupos ciganos, Mamiori era designada pelo termo bibi (tia) e analisando as práticas existentes nesses grupos, Trigg nos diz:
Como já dissemos, alguns Ciganos desenvolvem uma outra atitude com relação a Bibi. Eles acreditam também que ela é a fonte de toda doença e então é preciso que ela receba suas orações, mas em vez de apresenta-la como velha feiticeira, como ela é representada nos ícones, eles acreditam que ela se apresenta como uma galinha, cujos pintinhos representam, cada um uma doença diferente (Trigg, pag. 188).
No site já referenciado, “Povo de Aruanda”, foi possível encontrar e ainda estabelecer uma lista que retoma muitos espíritos ciganos encontrados. As descrições são aqui transcritas ipsis litteris:

Entidades Femininas:
Cigana da estrada, cigana Dalila, cigana do Egito – Flor de Lótus, cigana Katiana Natasha, cigana Rosa Maria, cigana Carmen, cigana Carmencita, cigana Cristal, cigana Pogiana, cigana Íris, cigana Kerumã, cigana Leoni, cigana Madalena, cigana Mamiori, cigana Melani, cigana Najara, cigana Sámara, cigana Samilia, cigana Samya, cigana Sarita, cigana Silvana, cigana Sulamita, cigana Sumara, cigana Sunakana, cigana Vlanira, cigana Vlanasha, cigana Yasmin, cigana Zaira e cigana Zoraide (29).

Entidades Masculinas:
Cigano Igor do Eufrates, cigano Artêmio, cigano Boris, cigano Damião, cigano Fábio, cigano Iago, cigano Juan, cigano Michel, cigano Pablo, cigano Pedrovick, cigano Ramires, cigano Ramon, cigano Rodrigo, cigano Tariri, cigano Tiago e cigano Vladimir (16).

Pombagiras:
Pombagira cigana Sete Saias, pombagira cigana da Estrada, pombagira cigana da Lua, pombagira cigana Neta da Encruzilhada das Almas, pombagira cigana Curandeira, pombagira cigana Esmeralda, pombagira cigana Feiticeira, pombagira cigana Menina e pombagira cigana Sarita (9).

Na lista de entidades femininas, dois nomes mereceram nossa atenção: o da cigana Mamiori e o da cigana Sunakana. Entretanto, a descrição que o site faz de Mamiori é diferente da de Trigg e Salo:
A lenda cigana conta que há séculos havia uma cigana que tinha o poder de detectar e curar qualquer tipo de doença, tanto física quanto espiritual e que seu maior sonho era ser mamãe. Havia longo tempo que ela era casada e não conseguia ter filhos. Um dia, enquanto ela observava as crianças brincarem no acampamento, ela foi invadida por uma tristeza imensa. Ela chorou. Vendo um arco-íris, ela pediu a Deus que lhe concedesse a graça de ser mãe e prometeu que, se esse milagre acontecesse, ela dedicaria sua vida a ajudar as mulheres durante o parto e a curar aquelas que tivessem uma doença qualquer, física ou espiritual. Deus, em sua infinita bondade, lhe deu sete filhos. Depois do nascimento do seu primeiro neto, que ela ajudou a nascer, a Cigana abençoou todas as pessoas do acampamento e dirigiu-se para a floresta onde brilhava um arco-íris. Ela nunca mais foi vista. Cada vez que um Cigano está doente e vê um arco-íris, ele invoca o espírito de Mamiori. Ela é vista como a mensageira da cura, a dama das sete ervas. Acreditamos que ela vem no arco-íris visitar o mundo da Terra, desejando a todos a maior riqueza que o ser humano pode ter: a SAÚDE!!! (Tirado do livro “Como descobrir e cuidar dos ciganos do seu caminho”).

Ana da cigana natasha

Outro nome de entidade feminina que mereceu nossa atenção é o da cigana Sunakana. A Cigana Sunakana é citada nesse site como a rainha do ouro e é qualificada assim. Seguem as informações que pudemos ler:

Cigana Sunakana
A rainha Sunak é a rainha do ouro. Ela usa uma saia feita de véus amarelo claro, amarelo ouro e amarelo queimado. Ela usa uma flor amarela natural ou rosas amarelas de tecido brilhante.
Sua tiara, que faz um semicírculo em sua cabeça partindo das orelhas, é uma trança de fitas em diferentes tonalidades de amarelo, com fitas presas. Em seu pulso esquerdo ela usa um véu semelhante a essa trança. Uma blusa amarelo claro, com mangas bufantes e casinhas de abelha em ponta em torno do pescoço. Usa um tamborim adornado de fitas amarelas. Suas joias são um colar com moedas amarelas penduradas, muitos braceletes e pulseiras, brincos de ouro e, em volta dos tornozelos, uma corrente em ouro com um topázio.
Esta cigana tem os olhos castanho-esverdeados e os cabelos castanho-claros cacheados. Ela tem a pele morena cara, suas mãos e seus dedos são longos, com unhas longas e bem cuidadas. Ela não usa esmalte vermelho e sim rosa claro. Esta cigana é a dama das moedas de ouro. Ela é a protetora do ouro e do ventre das mulheres. Em Cuba há uma procissão de Nossa Senhora das Regras onde Sunakana foi batizada segundo os rituais ciganos. Seu dia é 8 de maio e ela é uma das favoritas de Santa Sara.
Amigos, ajudem-nos a dar os créditos a quem merece, infelizmente não conheço o autor.

No dialeto calom, sunakai significa ouro ou bracelete. Em romani, sunakano significa “feito de ouro, dourado”. Sunakana é certamente uma adaptação portuguesa da palavra original.

Notas
  1. Religião nascida no Rio de Janeiro no fim do século XIX e início do século XX, que inicialmente misturava elementos espíritas e bantos, esses já moldados sobre elementos jeje-iorubas (?); hoje ela se apresenta dividida em diferentes cultos caracterizados por influências muito diversas (por exemplo indigenistas, católicas, esotéricas, cabalísticas, etc.) (Dic Houaiss, 2009)
  2. O dia mundial do Cigano é celebrado em 8 de abril, dia do massacre dos ciganos em Auschwitz-Birkenau
  3. In Moreira Leite p. 16
  4. Ibidem, p.16
  5. Ibidem, p.17
  6. Segundo a Umbanda, grupos de espíritos que, quando eram seres humanos, teriam sido da etnia cigana


NO POST SEGUINTE, A OUTRA PARTE... inclusive a Bibliografia

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