Diante do atual mercado de
trabalho com a dança, preciso ressaltar e defender meu trabalho.
Em todos os Workshops que dei
sobre Rumba Andaluza ou mesmo sobre a Zambra, em nenhum deles afirmei que
aqueles que chegassem ao final estariam aptos a ensinar, coreografar ou mesmo a
usar meu material que levei anos de minha vida pesquisando. Os certificados que
emiti foi apenas para constar que houve presença nos cursos. Ainda há algumas
pessoas que levaram o certificado, sem minha autorização embora assinado, após
o término do mesmo. Estas pessoas nunca frequentaram ou tiveram sua frequência completa;
o que reduz mais ainda a confiabilidade daquilo que elas ensinam, professam,
coreografam e dançam país afora usando meu nome para defenderem os erros que cometem.
Infelizmente neste insano mercado
de Vaidades e Egolatria que leva o mercado de dança hoje, (destaco a dança cigana por conta do tema deste artigo) meu nome tem sido usado
como referências em vários outros cursos, workshops e oficinas de mesma
temática que julgo duvidosos por não estarem completos e maduros para tal. A
maioria continua errando nas exibições, se utilizam de meu material didático das referências históricas e no uso do material de áudio que viabilizei para apenas
completar os estudos destes dois palos do Flamenco.
Ainda assim, mesmo com leves
pinceladas sobre os temas propostos, utilizam indevidamente meus artigos do
blog que escrevo como fontes para afirmarem seus erros de conteúdo; o que se
torna até ridículo porque sou enfático no erro daquilo que estão fazendo atualmente. Nunca concordei com o que ensinam como prática por estarem distantes daquilo que realmente foi no passado que se conseguiu registrar e no que é hoje estas duas danças para os ciganos de lá, pois tenho contatos profissionais e amistosos com alguns deles que são artistas da dança, da música e do canto cigano espanhol.
Isso não me torna absoluto e nem
senhor ou proprietário de verdades absolutas sobre estes ritmos usados no
mercado de Dança Cigana. Apenas me solidifiquei em informações idôneas historicamente
falando e nas vivências e cursos de prática que fiz ao longo de minhas
pesquisas e nos mais de 30 anos dedicados especificamente ao Flamenco e danças afins. E está tudo mencionado na bibliografia das apostilas de cada curso
que dei.
Portanto, alerto aos demais
interessados aprendizes, profissionais e supostos profissionais deste setor
que, questionem e averiguem o currículo e as fontes de quem ministra estes
cursos. Constantemente afirmo que, pelos mais de trinta anos estudando a Arte
Flamenca, na Espanha os seus respectivos ciganos se utilizam com maestria desta
arte (Flamenco) para representarem sua forma de ver e sentir a vida.
Isso faz com que a
Rumba (seja ela catalana, gitana ou flamenca) e a Zambra sejam apenas dois dos mais de 50 ritmos existentes e não as únicas
e soberanas formas artísticas deste povo mal interpretado, perseguido e que tem
sua cultura distorcida em nosso país reforçada por alguns rhomá oportunistas,
por falsos ciganos e por artistas consoantes deste segmento. Salvo raríssimas
exceções que é um pequeno grupo seleto e de fora da dança cigana que não se mistura com o referido
mercado, não se expõem pelos mesmos motivos que aqui relato e são estudiosos e pesquisadores onde alguns até com resultados mais
eficientes que os meus por irem a campo para reafirmarem aquilo que temos em
comum: o conhecimento e o registro idôneo destas duas danças.
Fico triste com tudo isso. Tentozrmore fazer meu trabalho com maior número de recursos possíveis. Quero muito receber posts seu e Works cursos. Gratidão
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